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quinta-feira, 29 de maio de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
prove que não é um robô #10
«42. Só serão incriminados aqueles que injustamente vituperarem e oprimirem os humanos, na terra; esses sofrerão um doloroso castigo.»
42ª Surata – Ax Xura
sábado, 8 de março de 2014
prove que não é um robô #9
«We are everyday robots on our phones,
In the process of getting home.
Looking like standing stones,
Out there on our own.
We're everyday robots in control,
In the process of being sold.
Driving in adjacent cars,
'Til we press 'restart.'
(They didn't know where it was going on, but they knew what it was, wasn't it?)
Everyday robots just touch thumbs.
Swimin' in lingo, they become,
Stricken in a state of sleep.
One more vacant seat.
For everyday robots getting old,
When our lips are cold.
Looking like standing stones,
Out there on our own.»
Damon Albarn, "Everyday Robots", Parlophone, 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
prove que não é um robô #8
«Porque de tudo o pior, quando se espanca um animal, é não se lhe poder pedir perdão.
Sendo, em seguida, de perdão do que mais se precisa.»
Stig Dagerman, "O Vestido Vermelho", Antígona, 1989
sábado, 11 de janeiro de 2014
prove que não é um robô #7
«O exterior e o interior formam uma dialética de esquartejamento, e a geometria evidente dessa dialética nos cega tão logo a introduzimos em âmbitos metafóricos. Ela tem a nitidez crucial do ‘sim’ e do ‘não’, que tudo decide. Fazemos dela, sem o percebermos, uma base de imagem que comandam todos os pensamentos do positivo e do negativo. Os lógicos traçam círculos que se superpõem ou se excluem, e logo todas as suas regras se tornam claras. O filósofo, com o interior e o exterior, pensa o ser e o não-ser (o caso da ”minha” poética, especificamente). A metafísica mais profunda está assim enraizada numa geometria implícita, numa geometria que – queiram ou não – especializa o pensamento; se o metafísico não desenhasse, seria capaz de pensar? O aberto e o fechado são metáforas que se liga a tudo, até aos sistemas»
Gaston Bachelard, "A Poética do Espaço", Martins Fontes, 1996
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
prove que não é um robô #6
«Gostaria de poder achar um crime que tivesse repercussões infindáveis, mesmo quando eu tivesse deixado de agir. De tal modo que não existisse um único momento da minha vida, mesmo quando estivesse a dormir, sem que eu não fosse a causa de algum tipo de desordem. E gostaria de expandir essa desordem a ponto que acarretasse uma geral corrupção ou uma perturbação tão patente, que mesmo para além das minhas ilusões os efeitos permaneceriam.»
Donatien Alphonse François de Sade
sábado, 30 de novembro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
prove que não é um robô #3
«O homem que está apaixonado encontra um búzio na margem. Quando o leva ao ouvido, não ouve o mar, nem o vento, nem os anjos, mas só a sua própria voz cantando: amo-te. Nunca ouvira nada tão belo.
Na outra margem, todos os homens dormem. Alguém caminha lentamente ao longo da praia, leva-os um a um ao ouvido, escuta. Nalguns desses búzios humanos ouve cães a ladrar, noutros tigres rugir na imensidão ou então martelos a ressoar, e noutros ainda crescer o crescer das máquinas. Mas num deles ouve ecoar o grito de um peixe. É o som que faz o homem que está apaixonado quando alguém o leva ao ouvido.
Se os planetas pudessem amar, deixariam a sua órbita e provocariam o caos. A salvação do mundo deve-se ao facto de o amor ser impossível. O homem que está apaixonado adivinha, também ele sabe, que o amor é gémeo da morte. Mas isso não o impede, a ele que é prisioneiro do seu destino, de entrar de rompante na cela do seu vizinho gritando de alegria: sou livre!
Stig Dagerman
terça-feira, 18 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
prove que não é um robô #1

sou dentro de mim o que quer fugir
embora vá recusando a cada bafo
o panorama dos astronautas
tiro notas
dos calendários gigantes
das marés do sol e da lua
do rasto agrícola das nossas mãos
sobre a mesa
de madrugada
remo como exilado inca
em direcção à luz
se ainda me for fácil mentir direi
é afinal a única substância do poema
este cigarro entre estrofes
Miguel-Manso, "Contra a Manhã Burra", Mariposa Azual, 2009
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