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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

é meia-noite no fim do céu #18



«É necessário roubar o protagonismo a Deus.
Trazer o envelope cheio de acontecimentos
e apresentá-lo a todos, ao público,
ali, no palco.
é necessário abrir o envelope como se o animal só tivesse bico,
mas fosse hábil e delicado.
Porque alguém escreveu a carta antes (talvez o escritor)
e o actor não deve ler, deve ser: ou seja: subtil como o crescimento das plantas.
E como não há tempo para ser perfeito,
nem electrodomésticos para os sentimentos,
o importante é mesmo o genuíno animal ser genuíno. E assim quem vê vai ver.»

Gonçalo M. Tavares, "A Colher de Samuel Beckett e outros textos", Campo das Letras, 2002

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

é meia-noite no fim do céu #9


«No inarticulado mundo animal
Apenas esta criatura
Compreendeu o bem e o mal e viu
O homem completo,
Aquele a quem
Talvez a vida deu alegremente
Esse objecto de um amor livre»

Rabindranath Tagore, "Poesia", Assírio & Alvim, 2004

domingo, 4 de dezembro de 2011

é meia-noite no fim do céu #8


«podeis aprender que o homem
é sempre a melhor medida.
Mais: que a medida do homem
não é a morte mas a vida.»

João Cabral de Melo Neto, Paisagem com Figuras, 1956