«Passam os corpos e é isto: no momento em que aparecem, desaparecem. Cada acção é ao mesmo tempo, monumento e fantasma. Exibe-se e esconde-se: é como todos os corpos, aliás está a morrer no momento em que diz: vivo! O actor tem um peso: por exemplo 80 quilos e a morte é o dia em que o mundo nos proíbe o peso, assim, de uma vez. O meu corpo perderá o peso, mas por enquanto existo. Nada mais deve dizer o actor.» Gonçalo M. Tavares, "A Colher de Samuel Beckett e outros textos", Campo das Letras, 2002
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