quinta-feira, 10 de abril de 2014
se os mortos falassem #5
«87
Aqueles sós direi que aventuraram
Por seu Deus, por seu Rei, a amada vida,
Onde, perdendo-a, em fama a dilataram,
Tão bem de suas obras merecida.
Apolo e as Musas, que me acompanharam,
Me dobrarão a fúria concedida,
Enquanto eu tomo alento, descansado,
Por tornar ao trabalho, mais folgado.»
Luiz Vaz de Camões, “Os Lusíadas” - Canto VII, INCM, 2005
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Orelhas de Elefante #42
Be able to make myself think
That I'm still a younger man
But when the light of day shines down
There's no way to get around it
I am not a younger man
I keep defeating my own self
And keep repeating yesterday
I can't keep defeating myself
I can't repeating the mistakes of my youth
- "Mistakes of My Youth"
Meaning to find meaning in the most meaningless of times
Believing I believe in something beyond nickels and dimes
And I opened up my heart and said "This much I'll allow:
All who enter welcome in"
And I thought I'd have some answers by now
- "Answers"
Too many years getting my wayNever let anyone have their say
How could I think it would work out
Never a question, never a doubt
- "Gentlemen's Choice"
If I could do just one thing
Set the clock back many years ago
I'd teach that motherfucker that raised you
How to treat you right
- "Series of Misunderstandings"
terça-feira, 8 de abril de 2014
Chefe, precisamos de mentiras novas #24
«Os actuais governantes podem achar que o trabalho deles não é ouvir isto, mas o trabalho deles não é outro se não ouvir isto. Foi para ouvir isto, o que as pessoas têm a dizer, que foram eleitos, embora não por mim. Cargo público não é prémio, é compromisso.»
Alexandra Lucas Coelho, prémio APE, 2014
Etiquetas:
Chefe precisamos de mentiras novas
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
a temperatura do corpo #36
«Grandes ventos assolam-se o rosto, as estações da idade, a denúncia do corpo.
Grandes vagas esculpem-me as mãos vazias, finalmente vazias e brancas, contraditória sedução matinal revelada pela argúcia do orvalho das laranjeiras;
Grandes vozes se levantam nas minhas costas, as vozes passadas e as vozes a haver, as vozes iradas e lentas, inevitáveis e insondáveis,
e todas as mundanas, bichos e plantas, ventos e brisas, se acomodam nos mistérios, nas partituras do sal e dos esquecimentos do sal e do esquecimento;
Como soletrar a memória, os belos fragmentos aportados pelas vagas?»
Jorge Fallorca, "A Cicatriz do Ar", Edição de Autor, 2009
sexta-feira, 4 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Ouvido no estrangeiro #9
«All other things must change too.
The seasons are no longer what they once were,
But it is the nature of things to be seen only once,
As they happen along, bumping into other things, getting along
Somehow. That's where Orpheus made his mistake»
John Ashbery, "Houseboat Days", Farrar, Straus and Giroux, 1999
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Recomposições de Metades #10
«O homem divide-se em dois; é ao mesmo tempo invisível e visível, homem interior e homem exterior. Mas existe um laço entre a interioridade oculta do homem e a sua exterioridade manifesta. Os movimentos das paixões que habitam o homem interior são marcados à superfície do corpo»
Jean-Jacques Courtine e Claudine Haroche, “História do Rosto”, Editorial Teorema, 1995
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
Inaugurar sentimentos, o amor por vir #22
«671 No amor nunca os pratos da balança estão equilibrados. E como a essência do amor é etérea, quem pesa mais é quem ama menos.»
Vergílio Ferreira, "Pensar", Bertrand Editora, 1992
Etiquetas:
Inaugurar sentimentos o amor por vir
domingo, 30 de março de 2014
Pausa do mundo #4
«Portas, imensas e nocturnas portas, quando o que desejamos é um rasgão luminoso.»
Mário Rui de Oliveira, “O Vento da Noite”, Assírio & Alvim, 2002
sábado, 29 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
o Mal-estar da Civilização #41
«A compaixão, no homem que vive sob a direcção da Razão, por si mesma é má e inútil.»
Bento de Espinosa, "Ética", Relógio d’Água, 1992
quinta-feira, 27 de março de 2014
Retrato de Família #29
Samuel B. Karamazov (1906-1989)
«Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.»
quarta-feira, 26 de março de 2014
interpretose now #18
«Estirei os braços, exultante, e apercebi-me de repente de que a minha estatura se tinha reduzido.»
Robert Louis Stevenson, "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde e outros contos", Assírio & Alvim, 2007
terça-feira, 25 de março de 2014
Perguntas Abandonadas #38
«- Tem-se a impressão de que cada vez que é levado a tomar uma posição, você retira-lhe a importância pela ironia ou pelo sarcasmo.
- Sempre. Porque não acredito nela.
- Mas em que acredita?
- Em nada! A palavra "crença" é um erro também. É como a palavra "julgamento". São dados terríveis sobre os quais o mundo está baseado. Espero que, na Lua, não seja assim?
- Todavia acredita em si?
- Não.
- Nem isso?
- Não acredito na palavra "ser". O conceito ser é uma invenção humana.
- Ama assim tanto as palavras?
- Ah! Sim, as palavras poéticas.
- Ser, é muito poético.
- Não, nem por isso. É um conceito essencial que, na realidade, não existe, no qual não creio, mas muita gente crê ferrenhamente. Não se pode ter a ideia de não acreditar nas palavras "eu sou", não é?
- Qual é a palavra mais poética?»
Marcel Duchamp, “O Engenheiro do Tempo Perdido”, Assírio & Alvim, 2010
segunda-feira, 24 de março de 2014
espécie de oração particular #35
«Aquele que entreabre a boca
por um instante que seja,
esse estará talvez esquecido de
que o seu corpo é todo ele feito de aves,
árvores voadoras e constelações de fogo.
E que desta maneira e pouco a pouco
se esvaziará disso,
de tudo isso.»
Yves Namur, “Figuras do muito obscuro”, Cavalo de Ferro, 2005
domingo, 23 de março de 2014
a perfeição é uma dada forma de imperfeição #9
«Muitas vezes, aceito o melhor quarto e durmo sob um dossel, outras durmo num palheiro. As pulgas não me incomodam e também não me queixo das sedas. Sou muito tolerante. Nada tenho de moralista. Sou demasiado consciente da brevidade da vida e da sua complexidade, para me dedicar a traçar linhas de demarcação a tinta vermelha.»
Virginia Woolf, "As Ondas", Relógio D’Água, 1988
Etiquetas:
a perfeição é uma dada forma de imperfeição
sábado, 22 de março de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















