quinta-feira, 9 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

sábado, 4 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Paragem indeterminada para construções


Deixem a correspondência debaixo da porta 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Chamada a pagar no destinatário #13


 - Maddie, «observe how motionless the eaten moon lies in the protective lines.
- It is true: in the light colors of the morning»

domingo, 29 de julho de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

o Mal-estar da Civilização #31



«O que há de nocivo no que se come para enganar a fome não se limita a tudo o que isso suprime, alastra também a tudo o que transporta consigo apenas pelo simples facto de existir, segundo um esquema que se aplica a cada nova produção do velho mundo. Os alimentos, que perderam todo o seu gosto, acabam por ser apresentados como higiénicos, dietéticos e saudáveis, por oposição às arriscadas aventuras das formas pré-científicas de alimentação.»

atribuído a Guy Debord, "Enganar a Fome", frenesi, 2000

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Por vocações de Leitura #8 (pequenos almoços)

Alice no País das Maravilhas

À Espera no Centeio

A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo 

Moby Dick

Oliver Twist

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Não respire... (ou leituras em apneia) #7


«No geral, não há nada a dizer sobre mulheres sujeitas a estas sessões. Uma mulher entregue às mãos de psicanalistas fica definitivamente impró­pria para uso, o que vim a constatar inúmeras vezes. Este fenómeno não deve ser considerado como um efeito secundário da psicanálise, mas sim como a causa principal. Sobre o pretexto da reconstrução do eu, os psicanalistas procedem na verdade a uma escandalosa destruição do ser humano. Inocência, generosidade, pureza... tudo isto é rapidamen­te triturado por entre essas mãos grosseiras. Os psicanalistas, regala­damente remunerados, pretensiosos e estúpidos, exterminam de modo conclusivo toda a aptidão para o amor nos seus pacientes, tanto mental como física; comportam-se com efeito como verdadeiros inimigos da humanidade. Impiedosa escola de egoísmo, a psicanálise está apetrecha­da com o maior dos cinismos à conta das corajosas raparigas miseráveis para as transformar em ignóbeis parvalhonas de egocentrismo delirante, que pode apenas suscitar a mais profunda agonia. Não se deve confiar, qualquer que seja o caso, numa mulher que tenha passado pelas mãos de um psicanalista. A mesquinhez, o egoísmo, o disparate arrogante, a completa falta de sentido moral, a incapacidade crónica de amar: eis o retrato exaustivo de uma mulher “psicanalizada”.»


Michel Houellebecq, “Extensão do Domínio da Luta”, Quasi Edições, 2006


Pode respirar. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Toda a humilhação leva à morte #16


«Bom bebedor bebe-lhe bem
Bebe-lhe bom bebedor

Que faz que a mulher ande à gandaia
E a filha seja pior
E a puta da neta levante a saia
Até ao quintal do prior?
O vinho é o mesmo e da mesma cor
Bebe-lhe, bebe-lhe, bom bebedor»

Fernando Pessoa, "Fausto - Tragédia Subjectiva", Presença, 1988

domingo, 22 de julho de 2012

Dicionário das causalidades #14



O
       
Ofício


«Dado que há cada vez maior número de escritores, os poucos leitores que ainda havia no mundo vão mudar de oficio e passar a escrever. Os países serão dos escribas e das fábricas de papel e tinta, os escribas escrevendo de dia, as máquinas imprimindo de noite o trabalho dos escribas. As bibliotecas não caberão dentro das casas, e então os municípios decidirão (o que já acontece) sacrificar os terrenos dos parques infantis para ampliar as bibliotecas. Seguem-se os teatros, as maternidades, os matadouros, os restaurantes, os hospitais. Os pobres aproveitam os livros como tijolos, põem-lhes cimento e fazem paredes de livros. Então acontece que os livros extravasam das cidades para os campos, esmagam o trigo e os girassóis, dificilmente consegue a direcção de viação manter as estradas limpas entre dois altíssimos muros de livros. De vez em quando cai um muro e há espantosas catástrofes automobilísticas. Os escribas trabalham incansavelmente, porque a humanidade respeita as vocações, e as coisas impressas chegam já à beira-mar.»

Julio Cortázar, "Histórias de Cronópios e de Famas" Editorial Estampa, 1973

sábado, 21 de julho de 2012

a temperatura do corpo #18



«Começam de enxergar subitamente,
Por entre verdes ramos de várias cores,
Cores de quem avista, julga e sente
Que não eram das rosas ou das flores.
Mas de lã fina e seda diferente,
Que mais incita a força dos amores,
De que se vestem as humanas rosas,
Fazendo-se por arte mais fermosas


Luiz Vaz de Camões, "Os Lusíadas, Canto IX, ", Porto Editora, 1978