segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Chefe, precisamos de mentiras novas #2

Guy Debord, "A Sociedade do Espectáculo", Edições Antipáticas, 2010
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Chefe precisamos de mentiras novas
sábado, 4 de junho de 2011
Teoria da Conspiração #26 (ou a Máquina do Estado Novo)

Ludwig Wittgenstein, "Tratado Lógico-Filosófico. Investigações Filosóficas", Fundação Calouste Gulbenkian, 1995
sexta-feira, 3 de junho de 2011
diário dos mesmos pesares #9

Don Juan
Tobias Schneebaum, "Lá onde o rio te leva", Antigona, 1990
quinta-feira, 2 de junho de 2011
espécie de oração particular #10
quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
a poesia não me interessa #26

à tua frente, se senta a escutar
as tuas palavras doces e o teu riso
encantador.
É isto que provoca um tumulto
no meu peito. Ao ver-te apenas,
a minha voz treme, a minha língua
paralisa-se.
Logo um delicado fogo percorre
os meus membros; os olhos ficam
cegos e os meus ouvidos
ressoam.
O suor invade o meu corpo; percorre-me
uma ternura. Empalideço mais
que a erva seca e vejo aproximar-se
a morte.
William Carlos Williams, "Paterson", Relógio d'Água, 1998
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
a temperatura do corpo #8

«Eu sou o anjo do desespero. Com as minhas mãos distribuo o êxtase, o adormecimento, o esquecimento, o gozo e dor dos corpos. A minha fala é o silêncio, o meu canto o grito. Na sombra das minhas asas mora o terror. A minha esperança é o último sopro. A minha esperança é a primeira batalha. Eu sou a faca com que o morto abre o caixão. Eu sou aquele que há-de ser. O meu voo é a revolta, o meu céu o abismo de amanhã.»
Heiner Müller, "O Anjo do Desespero", Relógio d'Água, 1997
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Perguntas Abandonadas #12
«Aonde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faz-mo saber, se tens inteligência.»
(Job 38:4)
Bíblia Ilustrada, "Vol. 4, 1º Crónicas - Job", Assírio & Alvim, 2007
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Não respire... (ou leituras em apneia) #3

«Pense em mim por vezes como alguém a quem a lição da vida foi contada muito asperamente, mas que a escutou com coragem; como alguém que de facto o amava, mas que se odiava a si mesma tão profundamente que o seu amor lhe era odioso; como alguém que o mandou embora apesar de querer ficar consigo para sempre; que não tinha melhor esperança do que esquecê-lo, nem medo maior do que ser esquecida.»
in "Olalla"
Robert Louis Stevenson, "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde e outros contos", Assírio & Alvim, 2007
Pode respirar.
sábado, 21 de maio de 2011
Teoria da Conspiração #25 (ou o Tempo vs. Alfaiate)

São esquírolas do passado, condensações de tempo, detritos do que passou, resultados de pássaros invisíveis que deixam cair essas coisas todas das árvores do tempo.
A higiene dos bolsos dos casacos, das calças, dos coletes, é uma das higienes mais descuradas.
Por mim, a primeira coisa que faço ao meus doentes é descarregar-lhes os bolsos, arrancar esses vermes colados às comissuras dos forros, tudo isso que cresceu na solidão e é concentração do tempo que morreu, final de horas e minutos que caíram mortos nas algibeiras como em rede de caçador.»
Ramon Gómez de la Serna, "O Médico Inverosímil", Antígona, 1998.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
a vida não é um sonho #11

Hermann Hesse, "O Lobo das Estepes", Ed. Afrontamento, 1982
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quero outra noite no fim do dia #4

«O tempo é a qualidade dos tempos (porque nos foi dito: - "Fazei isto em memória de mim").»
Maria Gabriela Llansol
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
alegações finais #6
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