sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
o Mal-estar da Civilização #9

Eduardo Lourenço, "O Esplendor do Caos", Gradiva, 1998
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
o homem da quarta-feira #12

O Leão e o Rato
Um Leão que havia apanhado um Rato estava prestes a matá-lo, quando o Rato lhe disse:
- Se me poupares a vida, farei o mesmo por ti um dia destes.
O Leão, num acto de generosidade, deixou-o ir. Aconteceu que, pouco tempo depois, o Leão foi apanhado por uns caçadores e atado com uma corda. O Rato, ao passar pelo local e vendo o seu benfeitor indefeso, roeu-lhe a cauda.
Ambrose Bierce, "Esopo Emendado & Outras Fábulas Fantásticas", Antígona, 1996
terça-feira, 3 de novembro de 2009
a poesia não me interessa #8
Querida. Veio-me hoje uma vontade enorme de te amar. E então pensei: vou-te escrever. Mas não te quero amar no tempo em que te lembro. Quero-te amar antes, muito antes. É quando o que é grande acontece. E não me digas diz lá porquê. Não sei. O que é grande acontece no eterno e o amor é assim, devias saber. Ama-se como se tem uma iluminação, deves ter ouvido. Ou se bate forte com a cabeça. Pelo menos comigo foi assim. Ou como quando se dá uma conjução de astros no infinito, deve vir nos livros.Ou mais provavelmente esse tempo nunca pôde existir, que é quando realmente existe o que vale a pena existir.
Vergílio Ferreira, "Em Nome da Terra", Bertrand Editora, 1990
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Teoria da Conspiração #5 (ou a praga de esperar)
domingo, 1 de novembro de 2009
é meia-noite no fim do céu #1

«O deus estranho deteve-se ao fundo da grande escadaria e escutou. Colmilhos Brancos parecia morto, tão imóvel estava, enquanto observava e esperava. Aquelas escadas conduziam aos aposentos do seu deus e aos de todos os entes que lhe eram queridos. Por isso o pêlo eriçou-se-lhe, mas ele esperou. O pé do deus estranho ergueu-se. Começava a subir»
Jack London, "Colmilhos Brancos", Civilização Editora, 1969
sábado, 31 de outubro de 2009
Toda a humilhação leva à morte #3
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Orelhas de Elefante #8
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
o homem da quarta-feira #11
terça-feira, 27 de outubro de 2009
o Mal-estar da Civilização #8

«Na hora de mais frequência nas ruas, quando a espessa malha da multidão se cruza evitando-se habilidosamente, incansavelmente artista em não chocar os seus guarda-chuvas, os seus carregos de caixas de cartão vazias, podemos meditar na desordem como numa consequência do ritmo de parentesco. Vemos de súbito toda essa gente, vizinha no seu tempo, nos seus desejos, na sua cidade, parecer explodir em direcções diferentes, procurando ignorar-se e precipitando-se nos intervalos livres de um passeio, duma praça. E se aproximássemos a nossa observação até ao nível das suas opiniões notaríamos que elas dependem mais da oposição ao que lhes é idêntico, do que resultam da lógica dos seus interesses. A desordem é a sensibilidade da limitação.»
Agustina Bessa Luís, "Conversações com Dmitri e outras fantasias", Na Regra do Jogo, 1979
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
electrocardioTrama #2 (ou a actividade poética do coração)
domingo, 25 de outubro de 2009
Retrato de Família #6
Luiz P. Karamazov (1925-2008)
"Tive dois ameaçozitos. De um ameaço salvou-me o Cesariny e o Carlos. De repente estive para me mandar para dentro de água…"
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
o homem da quarta-feira #10
«Porque será tão atraente - pensava o Macaco noutra ocasião, quando lhe deu para a literatura - e ao mesmo tempo tão desinteressante esse tema do escritor que não escreve, ou o do que passa a vida a preparar-se para criar uma obra-prima e que pouco a pouco se vai transformando num mero leitor mecânico de livros cada vez mais importantes, mas que na realidade não lhe interessam, ou o já conhecido (o mais universal) do escritor que quando aperfeiçoa um estilo descobre que não tem nada a dizer, ou o daqueIe que quanto mais inteligente é, menos escreve, enquanto à sua volta outros talvez não tão inteligentes quanto ele e os quais ele conhece e de alguma forma despreza publicam obras que toda a gente comenta e que de facto às vezes até são boas, ou o do que de alguma forma conseguiu fama de inteligente e se tortura a pensar que os seus amigos esperam dele que escreva alguma coisa, e fá-Io, tendo como único resultado os seus amigos começarem a suspeitar da sua inteligência, o que o leva ao suicídio de vez em quando, ou o do parvo que se crê inteligente e escreve coisas tão inteligentes que os inteligentes ficam admirados, ou o do que nem é inteligente nem parvo nem escreve nem ninguém o conhece nem existe nem nada?»
Augusto Monterroso, "A Ovelha Negra e outras fábulas", Angelus Novus, 2008
terça-feira, 20 de outubro de 2009
a poesia não me interessa #7
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Perguntas Abandonadas #2
Raul Brandão (1867-1930)
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